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J L G de Hartog Meyjes

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“Somente aquele que se expressa pelas palavras de Deus encontra a liberdade”

Luc de Hartog-Meyjes (1882-1961) nasceu na Alemanha de pais holandeses. Morou primeiro com a avó em Groenlo e, quando completou 13 anos, seguiu as aulas do colégio Middenbosch na cidade de Doorn.
Não estudou mais porque, em sua época e em seu contexto social, estudar não era considerado algo próprio para mulheres.

No entanto, foi monitora nas universidades de Heidelberg e Leipzig. Em 1906, casou-se com A. H. Hartog, que mais tarde se tornou professor da Universidade de Amsterdã. Ela escrevia e traduzia do alemão e dava aulas na Escola Internacional de Filosofia em Amersfoort, da qual seu marido foi cofundador.

Eles inspiravam-se em Boehme e Tauler, um místico da região do Reno. Jan de Hartog, seu segundo filho e também autor, escreveu sobre ela em Memórias da minha mãe: “Essa mulher pequena, tímida e despretensiosa que conhecemos a vida toda deu profundas provas de uma alma de aço e teve uma viuvez serena, corajosa e lúcida.

Ela achava que tinha de continuar o trabalho dele [A. H. Hartog] testemunhando suas ideias teológicas por meio da própria conduta. Mas o que eles realmente demonstraram foi seu amor um pelo outro”.

Sobre sua experiência na guerra nas Índias Orientais Holandesas, ele escreve: “Ela se viu diante de situações terríveis. Quando lhe perguntei como havia conseguido manter todos nós, ela respondeu evasivamente: “Oh, se você realmente precisar, peça ajuda”. “Que tipo de ajuda?”, perguntei. “Simplesmente ajuda”, disse ela, “uma força, uma capacidade que lhe permite esquecer-se de si mesmo.”
“Aprendi a amar o ser humano e sou grata. Afinal, todas as aparências não passam de ilusão. O que sempre me toca é saber que o ser que está dentro dessa aparência e por detrás dela virá à luz. E isso acontecerá com o auxílio do Outro, que é tão amargamente necessário.”
“O homem aprende a conhecer o espírito por meio da vida espiritual – e não o contrário. Foi assim que a vida me ensinou que a nossa missão nela é tornar-nos espírito, para vivermos uma vida verdadeiramente espiritual”.

Trecho tirado de: Spoor van licht – een wandeling door het Hart van Amsterdam. (Trilha de Luz uma caminhada pelo coração de Amsterdã. Lectorium Rosicrucianum, Amsterdã.